DUAL cena contemporânea

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A CIVILIZAÇÃO E SEUS AVESSOS: OSSATURAS DO SERTÃO

“Sertão não é malino nem caridoso, mano oh mano!: – …ele tira ou dá, ou agrada ou amarga ao senhor, conforme o senhor mesmo”. João Guimarães Rosa

Nesse encontro tomaremos como ponto de partida as muitas faces dos sertões brasileiros: um caráter multifacetado que nos convida a perceber, naquilo que conhecemos, aquilo que desconhecemos. Como toda representação tem seus avessos, a imagem do sertão mostra, mas também oculta.  Como expectadores passivos, podemos nos contentar com um repertório já pronto de imagens e encontrar o valor estético nas suas possíveis combinações; mas também podemos desconfiar dessas imagens, buscando os rastros daquilo que elas não mostram.

A imagem do sertão foi construída para figurar como personificação da barbárie a ser superada pela civilização, mas também serviu como espelho daquilo que esta civilização recalcava e silenciava. A presença do sertão no imaginário nacional ainda é marcada pelo desconhecimento e alimentada por um repertório figurativo cristalizado que a identifica, sobretudo, à região da caatinga nordestina, aos fenômenos da seca, do cangaço, do messianismo religioso e do coronelismo.

A proposta desse encontro é chamar atenção para as dimensões ideológicas desta representação que coloca o sertão sempre à distância, e buscar uma aproximação com símbolos que propõem o sertão como processo social do qual a grande maioria dos brasileiros também participa.

mais sobre o assunto: https://pedrasmovedicas.wordpress.com/

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PÚBLICO ALVO:
Educadores, estudantes, artistas envolvidos com artes cênicas, pedagogos, historiadores, antropólogos, sociólogos e demais interessados. NÃO é necessário ter experiência. Interessa-nos a troca de conhecimentos múltiplos.
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MINISTRANTE:
Renata Santos Rente
Graduada em Letras e mestre em Geografia Humana pela USP, atualmente se dedica à pesquisa de doutorado na área de teoria literária. Debruça-se sobre questões relativas à formação nacional brasileira com foco na literatura, em diálogo com diversas manifestações culturais e artísticas e trânsito em outras áreas das ciências humanas. Sua pesquisa de mestrado articula, a partir da interpretação do romance Grande Serão: Veredas, estudos sobre região geográfica e regionalismo literário, com reflexões sobre a representação do sertão e desta com os debates sobre a formação do Brasil. No doutorado, em andamento, estuda três romances do escritor Antonio Torres a partir dos quais desenvolve uma reflexão sobre a temática da migração, em especial sobre a migração de nordestinos para São Paulo.
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DUAL CENA CONTEMPORÂNEA
Dirigida por Ivan Bernardelli, a DUAL realiza pesquisas artísticas a partir de mitologias e fenômenos históricos associados à cultura brasileira.

Atuando numa interface de linguagens onde dança, teatro e música se afirmam em suas conexões, hibridizações e interdependências, a companhia parte do conceito do equilíbrio existente entre forças opostas e complementares em permanente tensão, em busca de um momento preciso em que a polaridade destas forças não é anulada, pois guarda a memória do conflito que tensionam originalmente. A arte está no instante em que essas forças conflituosas entram em harmonia para em seguida disparar em vetores opostos.

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4 comentários sobre “DUAL cena contemporânea

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